OLIVER EMPREENDIMENTOS EDUCACIONAIS


HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA

TEXTOS PARA SE LER E REFLETIR

 

Encontrei na internet, por acaso, artigos de  Álvaro Velloso de Carvalho. Não conhecia o autor. Os trechos que escolhi são postagens escritas há um certo tempo mas  que  não perderam atualidade, muito pelo contrário. Os títulos são meus.

 

            Valter de Oliveira

 12/10/2009


 

EUGENIA E MACARTISMO

Álvaro Velloso de Carvalho


1. Eugenia nazista, americana e a moderna.


Matéria excelente no divertido site "Eat the State" sobre as políticas de eugenia, que não foram uma exclusividade alemã, mas também aconteceram nos Estados Unidos.

Por volta da década de 30, e sob a bênção de escritores como H.G. Wells, era praticamente senso comum a idéia de que os inválidos, os deficientes físicos e os pobres eram um peso nas costas da sociedade, e deveriam ser esterilizados para livrar a sociedade deles. O programa foi levado a cabo na Alemanha e também, ficamos sabendo agora, nos Estados Unidos.

Ninguém mais proporia isso hoje em dia, mas, na prática, continua acontecendo: quantas propostas de esterilização forçada dos pobres nas favelas brasileiras já não ouvimos, vindas de todos os lados do espectro político? E o que dizer das experiências genéticas visando a "melhorar o ser humano"? Além, claro, dos seres mais odiados de todos pelo mundo contemporâneo, aqueles que devem ser mortos na primeira oportunidade, pelos métodos mais brutais possíveis: os bebês.

Não, num mundo de pesquisas genéticas malucas, planejamento familiar forçado, aborto obrigatório, não podemos, em hipótese alguma, achar que houve "evolução" em relação ao começo do século. A eugenia continua a ser defendida e praticada, por mais democráticos e lindos nos achemos neste fim de século.

As vítimas do macartismo: inocentes ou culpadas?

Em artigo sensacional, Taki ataca a Vanity Fair por ter feito uma matéria sobre os "mártires" do macartismo, a multidão de 18 atores e roteiristas cujas carreiras foram "prejudicadas" pela dita "caça aos comunistas".

Na mitologia midiática, o macartismo virou sinônimo de intolerância, fanatismo, abuso de poder estatal e outras coisas horríveis, a ponto de um recente documentário da PBS ter igualado o macartismo aos expurgos de Stálin.

Taki conta o que quem é minimamente informado já sabe:

"No final dos anos 40, a América estava chocada com as alegações de que filmes estavam sendo usados para difundir idéias pró-comunistas. O comitê de Atividades Anti-Americanas intimou 43 testemunhas a responder perguntas sobre as suspeitas de infiltração de propaganda comunista em Hollywood."

"Alguns cooperaram e deram os nomes de pessoas que acreditavam ser comunistas [caso de Elia Kazan, que causou aquela celeuma toda no Oscar do ano passado]. Dezenove recusaram. Outros dez foram acusados de pertencer ao Partido Comunista e foram para a cadeia por recusar-se a testemunhar. Ao todo, 19 foram para uma lista negra, e acabaram proibidos de trabalhar (desnecessário dizer, a maioria continuou trabalhando sob pseudônimos e todos fingiram não ver)."

O fato é que todos eles eram mesmo culpados, todos trabalhavam mesmo para o governo mais perverso de todos os tempos e, muito antes do macartismo, já tinham ajudado a criar uma lista negra para quem não seguisse a linha do Partido Comunista em Hollywood. A idealização desses comunistas só mostra que a hipocrisia esquerdista ainda reina na mídia, com todas as suas distorções e mentiras. Taki ainda faz um comentário muito interessante:

"Dezembro passado, no Washington Times, Arnold Beichman propôs o seguinte cenário: suponha que um acadêmico britânico ou americano com uma longa história de apoio ao nazismo, a despeito de toda prova documental da inumanidade nazista, tivesse argumentado em público que Hitler estava tentando construir um mundo melhor. E suponha que Bill Clinton lhe tivesse dado a 'medalha da liberdade', o que aconteceria? Eu digo: Clinton sofreria "impeachment" e seria condenado mais rápido do que você pode dizer Monica Lewinsky. Mas coisa igual aconteceu na Inglaterra, sem nenhuma conseqüência. O professor Eric Hobsbawn recebeu de Tony Blair uma das maiores honrarias civis ano passado. O bom professor defendeu suas opiniões sobre Stálin em 1994 afirmando que 'o Partido Comunista era a única coisa que oferecia um futuro aceitável.' Quando perguntado se teria denunciado o partido, caso tivesse vivido entre os milhões que estavam morrendo graças à experiência comunista, ele respondeu: 'Provavelmente não.'

Aí é que está...

 



VISITANTES