Um dia desses entrei em uma sala de cinema para assistir UP, altas aventuras da Disney/Pixar, desenho que comentarei em uma próxima ocasião, coalhado de virtudes e beleza.
Curiosamente passaram um curta antes da sessão, o melhor curta que vi até hoje.
Trata-se do mundo na estratosfera, no céu. Nuvens de diversos tamanhos, rechonchudas e coloridas esculpem bebês e após um toque mágico lhes dão o presente da vida. Cada nuvem trabalha em cooperação com uma cegonha que faz a "entrega" para os pais felizardos.
É curioso ver que todas criam bebês lindos e meigos, com exceção de Gus, uma nuvem cinzenta e solitária que cria bebês considerados "perigosos". Sua cegonha, Peck, é menos viçosa que as demais e muito mais frágil.
Peck se enfrenta com situações dramáticas e hilárias nas quais tem de transportar crocodilos, porcos-espinhos, carneiros e muito mais, o que lhe causa muita dor física e mental.
Peck então parece decidir afastar-se de Gus, com inveja das outras nuvens que brincam e se divertem com suas criações, demonstrando almejar algo melhor. Todas as nuvens se divertem com seus bebês, mas Gus é a nuvem que parece amar e proteger mais suas criações.
Ele olha para cima e vê Peck conversar com outra nuvem, que cria algo para ela. Gus entra em sofrimento. Gus fica demasiado triste, solta raios e chora, mas não desiste de seu trabalho, sua missão, ou melhor, vocação.
Peck volta munido de apetrechos que o protegerão em suas jornadas, um belo kit de futebol americano. Um olha para o outro, percebendo em seus corações que aquela é sua vida, criar, dar vida, mesmo que isso seja perigoso.
É deslumbrante ver como cada pessoa tem seu caminho, sua Vocação, que não pode ser nem será substituída por ninguém neste mundo.
Esse curta espetacular se resume em um belo pensamento, que todos deveríamos manter fresco em nossas mentes e corações: Uma pessoa boa nunca está sozinha.