Há muitas coisas na vida que nos surpreendem. Entre elas saber que certas coisas, apresentadas como boas, e que sabemos que são injustas, são muito piores do que imaginamos. É o caso do vestibular da FUVEST e sua pretensa política de inclusão social.
Minha surpresa aconteceu ontem, quando acessei o site do Portal da Família e li um artigo da profª Sueli Caramelo Uliano (1) intitulado "O que aconteceu no vestibular da FUVEST/2009, afinal?" Lendo-o descobri que ela já escrevera outro artigo sobre o mesmo tema: "Os bônus exorbitantes no vestibular da fuvest: inclusão ou exclusão? de 23/02/09.
Os dois artigos mostram de modo irrefutável, através de dados obtidos com muito trabalho, como o vestibular da USP transformou-se em um sistema injusto, antidemocrático, "usurpador", mentiroso.
Concretamente a professora decidiu vir a público e mostrar o que está acontecendo por que:
1. O processo da FUVEST não é transparente.
2. Trata desigualmente a iguais. Em nome da inclusão social transformou-se em um sistema fortemente injusto. Alunos muito bem preparados não são aprovados; outros que sem os bônus dados pela USP, nem passariam para a segunda fase conseguem, por exemplo, vaga na Faculdade de Medicina. Exatamente a mais concorrida.
3. É mentira que o sistema esteja ajudando os mais pobres.
4. Finalmente, ela também lamenta a falta de reação da sociedade:
E, no entanto, ninguém reage! Por quê? Porque poucos têm noção do que está realmente acontecendo. Simplesmente não há dados publicados e, em nome de uma privacidade mal entendida, tudo é secreto no site da FUVEST.
Graças a profª Sueli Caramelo toda essa imoralidade veio à tona.
Pedimos a nossos leitores, especialmente pais e estudantes, que vejam a gravidade da situação. E leiam os artigos da professora que publicamos hoje em nosso site.
Não podemos terminar sem dizer: não esmoreça, cara mestra. Continue sua luta. Muita gente está ao seu lado!
Nota:
(1) A professora merece parabéns por sua luta e pela maneira como se apresenta: inicialmente ela coloca: "mãe de família" e depois: pedagoga, mestra em Letras pela USP, etc. etc. Preciso dizer mais alguma coisa?